https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/issue/feed Revista Epistemologias do Sul 2022-05-17T11:41:19-03:00 Marcos De Jesus Oliveira revista.epistemologias@unila.edu.br Open Journal Systems Epistemologias do Sul: Pensamento Social e Político em/para/desde América Latina, Caribe, África e Ásia https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3532 Editorial 2022-05-16T09:29:43-03:00 Maria Camila Ortiz revista.epistemologias@unila.edu.br Mariana Malheiros revista.epistemologias@unila.edu.br Tereza Spyer revista.epistemologias@unila.edu.br 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Maria Camila Ortiz, Mariana Malheiros, Tereza Spyer https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3480 Entrevista ao coletivo Sycorax, um sabá de mulheres que traduzem 2022-04-27T09:29:06-03:00 Larissa Fostinone Locoselli revista.epistemologias@unila.edu.br Penélope Chaves Bruera revista.epistemologias@unila.edu.br <p>Esta é uma entrevista com três integrantes do Coletivo Sycorax feita por duas integrantes do Laboratório de Tradução da UNILA. Trata-se de uma conversa entre tradutoras sobre a tradução e os feminismos. Autodefinido como um “sabá de mulheres que traduzem”, o Coletivo Sycorax reúne diferentes trajetórias na tradução e no feminismo que têm em comum a concepção da tradução como uma prática política feminista. De acordo com a sua práxis horizontal, discutiram interna e coletivamente as perguntas que enviamos e, então, três integrantes se reuniram conosco para a conversa: Cecilia Farias, Leila Izidoro e Juliana Bittencourt. As entrevistadas compartilham de forma generosa importantes experiências e pontos de vista desta que é uma das<br />mais chamativas iniciativas de tradução feminista no Brasil dos últimos anos.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Larissa Fostinone Locoselli, Penélope Chaves Bruera https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3482 Luta e pensamento anticolonial 2022-04-27T09:38:13-03:00 Luma Lessa revista.epistemologias@unila.edu.br Geni Núñez revista.epistemologias@unila.edu.br <p>O ativismo e insurgências são caminhos construídos no diálogo entre a materialidade e a potencialidade das existências. Diálogo inclusive conflituoso, uma vez que a luta se dá pela necessidade de combate das violências das estruturas hegemônicas. Nessa entrevista, endereçamos as violências dos discursos hegemônicos colonial cristão branco monogâmico cisheteronormativo. Geni Núñez nos aponta como a categorização binária da vida opera como um epistemicídio, etnocídio e genocídio de modos de vida outros. No Brasil, essas categorias, intrinsecamente cristãs, geraram o apagamento físico e simbólico dos povos indígenas em sua multiplicidade de etnias, modos de vida e pensamento. Esse etnocídio está intimamente conectado à perda dos territórios e à imposição de um antropocentrismo. Para a ativista guarani, não basta descolonizarmos o pensamento e as relações sociais e econômicas, tentando reparar e ajustar essas estruturas. É preciso ir além dos binarismos violentos da colonialidade e questionar a própria materialidade dessas categorias que nos separam em homens/mulheres, homo/hétero, branco/negro/pardo, humanidade/natureza. A luta, portanto, deve ser anticolonial. Ao invés de buscarmos respostas reparadoras, recusar as próprias perguntas como lugar de enunciação. Romper com essas amarras da monocultura do pensamento monogâmico cristão colonial, nos permite reflorestar o nosso imaginário, traçando relações afetivas, sexuais e sociais que respeitem a autonomia de todes.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Luma Lessa, Geni Núñez https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3505 Entrevista com Elisa Pankararu 2022-05-11T11:16:53-03:00 Elisa Pankararu revista.epistemologias@unila.edu.br Jade Alcântara Lôbo revista.epistemologias@unila.edu.br <p>O presente texto é a transcrição da entrevista realizada pela antropóloga Jade Alcântara Lôbo com Elisa Urbano Ramos Pankararu. , ativista indígena da etnia Pankararu e antropóloga que possui mais de uma década de participação de movimentos do campesinato, indígena e das mulheres. Neste diálogo entre duas mulheres engajadas na luta dos povos e contra a desigualdade de gênero abordamos sobre a trajetória de Elisa Pankararu e sua defesa da existência de um feminismo indígena. Esta entrevista foi realizada de forma virtual no segundo semestre de 2021, respeitando os protocolos necessários mediante a pandemia Covid-19.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Elisa Pankararu, Jade Alcântara Lôbo https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3508 Entrevistando Flavia Rios 2022-05-11T11:28:48-03:00 Flavia Rios revista.epistemologias@unila.edu.br Mayara Nicolau de Paula revista.epistemologias@unila.edu.br Patrícia Lânes revista.epistemologias@unila.edu.br <p>A entrevista com a socióloga brasileira Flavia Rios teve como objetivo central ouvi-la acerca de suas contribuições para os estudos raciais e de gênero no Brasil, privilegiando seu trabalho sobre a intelectual e militante Lélia Gonzalez e os debates contemporâneos acerca de feminismos negros e interseccionalidade. A entrevista foi realizada por meio de uma troca de mensagens via correio eletrônico. As questões foram formuladas a partir de discussões entre as duas entrevistadoras, pesquisadoras de diferentes áreas do conhecimento (Antropologia e Linguística), porém com grande interesse no debate sobre feminismos negros. Foi proposta uma divisão em três grandes frentes: (i) trajetória acadêmica e pessoal de Flavia Rios, (ii) seus estudos sobre vida e obra de Lélia Gonzalez e (iii) questões sobre feminismo negro e interseccionalidade. Flavia faz uma breve apresentação pessoal para, em seguida, partir para os temas relativos a seu interesse no trabalho de Lélia Gonzalez e como isso se desdobrou em recentes publicações e aprofundamento na vasta produção da pensadora. Na parte final, destaca-se a discussão sobre interseccionalidade e como essa noção vem sendo concebida como ferramenta de intervenção política por todas e todos que se interessam pelos avanços do feminismo, em especial o feminismo negro e latino-americano.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Flavia Rios, Mayara Nicolau de Paula, Patrícia Lânes https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3510 Entrevista com Irene Maria Cardoso 2022-05-11T11:33:52-03:00 Irene Maria Cardoso revista.epistemologias@unila.edu.br Priscila Dorella revista.epistemologias@unila.edu.br <p>A agroecologia vem se apresentando há décadas como um movimento político, social e científico que abarca um horizonte de possibilidades contra o modelo hegemônico do agronegócio. Uma das principais professoras do Brasil, formada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV), que atua ativamente em defesa da ciência comprometida com a vida, dos saberes ancestrais que nos conectam com a natureza e dos movimentos feministas que lutam pela justiça e paz social é Irene Cardoso. A entrevista que segue é uma oportunidade de conhecermos a sua trajetória que nos inspira a construirmos outras cosmologias políticas.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Irene Maria Cardoso, Priscila Dorella https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3511 Epistemicídio e necropolíticas trans 2022-05-11T11:39:35-03:00 Yarlenis Ileinis Mestre Malfrán revista.epistemologias@unila.edu.br Geni Núñez revista.epistemologias@unila.edu.br Mara Coelho de Souza Lago revista.epistemologias@unila.edu.br <p>Este artigo é inspirado na análise de filmes do cinema LGBT que nos falam de vidas de pessoas marginalizadas por suas identidades dissidentes da cisgeneridade e heterossexualidade compulsórias. Destaca alguns temas trazidos pelas teorias decoloniais, como epistemicídio e necropolítica. Tais teorias, que se desenvolveram no estudo dos regimes que atribuem a determinados corpos a condição de inumanos, tornando-os vulneráveis ao apagamento e ao genocídio, denunciam a perpetuação da eliminação dos corpos que se constituem como descartáveis nas sociedades contemporâneas. Reconhecemos que as sociedades latino-americanas, nas quais focamos nossa discussão, são herdeiras das relações coloniais instituidoras da hierarquização de diferenças por motivos de raça, gênero, sexualidade. Estes regimes de diferenciação estabelecem quais corpos importam e quais corpos se tornam matáveis: tais como os das personagens trans Manuela e Bauer dos filmes desencadeadores desta análise.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Yarlenis Ileinis Mestre Malfrán, Geni Núñez, Mara Coelho de Souza Lago https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3512 Ampliando los espacios de los feminismos descoloniales desde los territorios y territorialidades antirracistas 2022-05-11T11:43:35-03:00 Sofia Zaragocin revista.epistemologias@unila.edu.br <p>Este artículo conecta la geografía feminista descolonial con los feminismos descoloniales latinoamericanos. Me interesa profundizar sobre la relación entre el racismo, la colonialidad y las espacialidades uniendo estos dos marcos teóricos. La geografía feminista descolonial analiza las articulaciones entre la colonialidad del género y el racismo con la construcción social del espacio. Mientras que el feminismo descolonial latinoamericano promueve una perspectiva antirracista, antiimperialista, anticolonial e interseccional de los feminismos desde el Abya Yala y el Sur. Este artículo responde a las siguientes preguntas: ¿Cuáles son los espacios de los feminismos descoloniales latinoamericanos? ¿Cómo está presente la espacialidad en los trabajos conceptuales<br />de las feministas descoloniales? Y finalmente, con base en la respuesta a las anteriores preguntas, cuáles son los espacios que quedan por fuera de este análisis. Concluyo que los espacios que quedan por fuera son las territorialidades relacionales antirracistas y, sostengo que, desde estos procesos de lucha por el territorio en contra del racismo, podemos profundizar la relación entre las geografías feministas y el feminismo descolonial latinoamericano.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Sofia Zaragocin https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3514 Histórias do vestir de Catharina Mina 2022-05-11T11:47:12-03:00 Hanayrá Negreiros revista.epistemologias@unila.edu.br <p>No presente artigo tenho por objetivo fazer “costuras” iniciais sobre os modos de vestir de mulheres africanas na cidade de São Luís do Maranhão, durante o século XIX, com foco na segunda metade do período, partindo da trajetória de Catharina Rosa Ferreira de Jesus, conhecida popularmente na província como Catharina Mina. Mulher e africana, vivenciou escravidão e liberdade em uma vida marcada pela presença do patriarcado, do racismo e da vida em diáspora. O universo da cultura material, inserido no contexto escravista dessa época, assim como as relações de trabalho em cotidianos que envolviam tais mulheres são pano de fundo do artigo. O ponto de partida do estudo foca em uma breve revisão bibliográfica que articula, a partir do método da micro-história e da busca de documentos em fontes primárias (testamentos, inventários e registros iconográficos), as dimensões simbólicas e culturais presentes nas histórias do vestir de mulheres como Catharina, alçando a análise das roupas e dos adornos como instrumento capaz de apontar caminhos para o entendimento da vida africana em diáspora brasileira, tendo São Luís do Maranhão, dois anos antes da abolição da escravatura, como cenário principal.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Hanayrá Negreiros https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3516 Abrazando la memoria estética ritual diaspórica de muñecas de trapo em ubuntu 2022-05-11T11:50:15-03:00 Lorena Marisol Cárdenas Oñate revista.epistemologias@unila.edu.br <p>La metáfora, como poética de conocimiento, encarnas prácticas semiótico-discursivas de las y los sujetos comunitarios de estas epistemologías ancestrales que configuran sensibilidades complejas donde el trabajo con inteligencias múltiples y campos cognitivos alternativos interpelan nuevos caminos, hablas y políticas de relacionalidad en paridad, reciprocidad, complementariedad y equidad. Este proyecto de recuperación de memorias estético-rituales de mujeres afrodescendientes es un espacio simbólico itinerante e intercultural con enfoque feminista decolonial. Un grupo de artesanas aprenden y enseñan a elaborar muñecas de trapo negras, generando una política de afectividad que encarna la sabiduría afrodescendiente del Ubuntu-muntu (“soy porque eres parte de mí”). El ejercicio del derecho imaginativo y (auto) creativo posibilita la emergencia de argumentación emocional. El objetivo es construir una propuesta de modelo estético-ritual desde la semiosis de encajes y puntadas metafóricas. En esta trama se alberga a voces y silencios de mujeres diversas en polifonía hilvanada. Se concluye que, al hacerse cargo de sus memorias, estas mujeres abren un “aquí y un ahora” esperanzador en comunidad. Los discursos de la emoción-cuerpo-espiritualidad han permitido a nuestras culturas originarias o diaspóricas resistir, insurgir, subvertir, y representan lógicas de sentipensamiento complejo de re-existencia, regeneración y resiliencia.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Lorena Marisol Cárdenas Oñate https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3518 Tierra Negra 2022-05-11T11:53:08-03:00 Marcela Landazábal Mora revista.epistemologias@unila.edu.br <p>Toda narrativa del conflicto armado en Colombia debe reparar en la instancia racializante que reposa en el carácter de una masculinidad bélica, la cual colinda con la racionalidad extrema de las formas de gobierno del Estado, también formulada en clave masculina –por su manejo siempre parcelado de las territorialidades y la vida. Desde una perspectiva crítica de género se considera la interacción de la triada crítica de la raza, clase y género, incluyendo un cuarto vector determinante, las juventudes, en los actuales procesos de resistencia y sus prácticas culturales como apuestas de reconstrucción política. El texto parte de un primer apartado disponiendo las coordenadas que revelan las secuelas del abuso sobre lo negro tanto en cuerpos como territorios. En consecuencia, el segundo apartado se centra en evaluar esta categoría en el marco de la estereotipación de pueblos, varones negros (afectados por el conflicto armado) y mujeres negras violentadas por su condición racial y de género. El tercer apartado abre campo para revisar los recientes procesos de resistencia de las juventudes para decantar en un esquema de reconocimiento de estas estéticas vernáculas, como formas de resistencia, pero también de reparación de una moral aniquilada por los efectos del colonialismo remanente trenzado con el neoliberalismo en el conflicto armado colombiano.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Marcela Landazábal Mora https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3474 Sobre o gênero e seu mundo-muito-outro 2022-04-27T09:11:19-03:00 Catherine Walsh revista.epistemologias@unila.edu.br <p>O ensaio seminal de Maria Lugones “The Coloniality of Gender” (2008) continua a servir de impulso para a discussão e o debate dentro das esferas acadêmica e ativista, e entre aqueles que se aliam à estrutura analítica da (de)colonialidade. Com este texto, Lugones torna visível a instrumentalidade do sistema colonial/moderno de gênero na sujeição de mulheres e homens de cor em todos os domínios da existência. Ao fazê-lo, ela mostra o elo intrincado entre gênero e raça, e revela como este sistema tem funcionado para romper e fraturar laços de solidariedade prática e de luta transformadora compartilhada.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Catherine Walsh https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3477 Berta Cáceres e o feminismo decolonial 2022-04-27T09:22:32-03:00 Ochy Curiel revista.epistemologias@unila.edu.br <p>Este artigo procura tratar do pensamento e da proposta de transformação social levada a cabo por Berta Cáceres. O objetivo não é definir Berta Cáceres como feminista decolonial, pois ela nunca se assumiu neste lugar, no entanto, como um dos princípios desta corrente é recuperar saberes, experiências, propostas e práticas individuais e coletivas que questionam as hierarquias históricas que são produzidas por sistemas de opressão e dominação, se definindo como feministas ou não, a autora do artigo se propõe neste texto em relacionar alguns posicionamentos e práticas de Berta Cáceres coincidentes com postulados chaves do feminismo decolonial que explicam porque hoje seu legado é tão importante.</p> 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Ochy Curiel https://revistas.unila.edu.br/epistemologiasdosul/article/view/3529 Dados técnicos 2022-05-16T09:24:54-03:00 2022-05-17T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2022 Marcos De Jesus Oliveira