Formação em histórias e culturas indígenas

Bárbara Ferreira de Lima, Aline da Silva Barbosa, Clóvis Antonio Brighenti

Resumo


Este artigo se inclina à reflexão da trajetória de lutas dos movimentos indígenas que levou a conquista da Lei nº 11.645/08 em seus desdobramentos político-educacionais. Consecução responsável por modificar as diretrizes e bases da educação nacional para incluir no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena, durante a gestão do Presidente Luís Inácio Lula da Silva. A política pública afirmativa incide na larga procura por informações e materiais acerca da extensão histórica e cultural dos povos indígenas, entre educadores populares, professores e pedagogos, devido à grande defasagem de reconhecimento intercultural propagada pela colonialidade do saber. Desta forma, o Curso de Extensão em Histórias e Culturas Indígenas, elaborado em parceria entre a Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), se concebe diante da iminente necessidade de composição de espaços de debates que evidenciem os extensos e violentos processos de apagamento e homogeneização da pluralidade sociocultural indígena, possibilitando que multiplicadores sociais construam narrativas de revalorização e deslocamento de noções equivocadas nos âmbitos coletivos e educacionais atuando através da descoberta e apropriação de metodologias descolonizadoras.


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Referências


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