Sobre a obsolescência das disciplinas: Frantz Fanon e Sylvya Winter propõe um novo modo de ser humano

Karen M. Gagné

Resumo


Este artigo discute a difícil, mas necessária tarefa de desmontar nossas fronteiras disciplinares de maneira a começar a entender o quem, o quê e o como dos seres humanos. Sylvia Wynter argumenta que, quando Frantz Fanon fez a afirmação de que “além da filogenia e da ontogenia está a sociogenia” em Peles negras, máscaras brancas (FANON, 1967), ele rompeu efetivamente com o atual sistema de conhecimento mantido por nossas disciplinas acadêmicas, colocando em questão “a definição puramente biológica da nossa cultura atual de que significa ser, e, portanto, do que pode ser, humano” (WYNTER, 2001, p. 31). Esta ruptura operada por Fanon permanece como um espaço, argumenta Wynter, que necessariamente deslocará nossa concepção ocidental/europeia/bio-econômica de ser humano em que o Eu requer um Outro para sua definição, em direção a uma concepção híbrida natureza/cultura (2006a, p. 156) que não precisa de um Outro para se compreender (1976, p. 85).


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