RadioATIVIDADE: uma oficina pedagógica com simuladores e um problema eficaz para o ensino médio

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30705/eqpv.v9i10.5849

Resumo

A Radioatividade - embora parte dos currículos do Ensino Médio por ser considerada essencial para a compreensão de conceitos químicos e físicos - é pouco explorada no Ensino de Ciências, o que reforça uma concepção negativa sobre a temática no público geral. De modo a sensibilizar os estudantes, propôs-se uma intervenção pedagógica, norteada pelos conteúdos de Zabala e pelo TPACK, que alia tecnologia e metodologias ativas, com foco principal na Energia Nuclear, para analisar as concepções de discentes do EM sobre a temática, explorar a utilização de simuladores e investigar as potencialidades do uso de um Problema Eficaz. A partir de um diário de bordo, do Problema Eficaz, de duas nuvens de palavras e de um questionário estruturado, constituíram-se os dados, analisados a partir do Método Interpretativo-Construtivo, da Análise de Conteúdo e de Frequência, numa abordagem quali-quantitativa, de objetivo descritivo-exploratório e de natureza aplicada. As nuvens de palavras apontaram redução da visão negativa sobre a radioatividade após a intervenção; o Problema Eficaz incentivou a construção de conhecimentos de forma cooperativa na maioria dos estudantes; o questionário indicou um TPACK razoável constituído a partir dos simuladores ao passo em que houve a consolidação dos conteúdos de Zabala nos discentes. Desta forma, a oficina se demonstrou capaz de, além de sensibilizar os participantes, promover a apreensão de conteúdos Conceituais, Procedimentais e Atitudinais sobre radioatividade, assim como integrar os Conhecimentos de Conteúdo, Pedagógico e Tecnológico dos sujeitos.

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Biografia do Autor

Felipe Shibukawa Gasparini, Universidade Federal do Paraná

Licenciado em Química pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Na graduação, foi bolsista de extensão no "Ciência e Arte no FiBrA" (2021) e bolsista de Iniciação Científica nos projetos "Divulgação Científica de Museus de Ciências e Práticas Educativas para o Desenvolvimento Sustentável" (2022-23) e "Conhecimento Pedagógico do Conteúdo: um caso específico no PIBID/Química" (2023-24). Ainda, foi monitor na disciplina "Introdução à Química II". Atua no campo do Ensino de Ciências, trabalhando com os temas Divulgação Científica e Formação Docente.

Helena da Rosa Galeski, Universidade Federal do Paraná

Graduanda em Química pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), (2020-2025). Durante sua trajetória acadêmica, participou ativamente da Empresa Júnior do curso, Isomeria, onde exerceu as funções de assessora (21/06/2020 - 31/12/2021) e de diretora de projetos (01/01/2022-31/12/2022). Nessas funções, foi responsável por determinar e desenvolver projetos, além de coordenar a equipe e planejar estrategicamente as atividades da área. Participou de uma Iniciação Científica na área de Química Analítica Instrumental na UFPR (01/03/2022-31/08/2022), contribuindo para um projeto de construção de um sensor miniaturizado para detecção do COVID-19. Durante essa experiência, esteve envolvida no desenvolvimento do sensor, realização de experimentos laboratoriais, análise de dados e publicação de resultados. Também integrou o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) (01/11/2022 - 30/04/2024), onde acompanhou o professor da matéria de Química no Ensino Médio durante suas aulas e desenvolveu alguns produtos educacionais. Essa experiência permitiu-lhe aplicar métodos de ensino inovadores e participar ativamente das aulas. Atualmente, desenvolve uma Iniciação Científica na área de Metacognição e ensino de Química (desde 01/09/2024), focada na aplicação e avaliação de produtos educacionais para compreender processos metacognitivos na aprendizagem da disciplina. Além disso, participa da escrita de artigos científicos sobre o tema.

Vinicius Fernando de Lima, Universidade Federal do Paraná

Graduado em Licenciatura em Física pela Universidade Federal do Paraná (2021), Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e em Matemática (PPGECM) pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Atua como professor do Ensino Médio na rede pública do Estado do Paraná. Participou do programa de iniciação científica na área de investigação no ensino de Física e Ciências, também participou do Programa de iniciação à Docência (PIBID).

Everton Bedin, Universidade Federal do Paraná

 Graduado em Química Licenciatura Plena pela Universidade de Passo Fundo - UPF (2009). Especialista em Tecnologia de Informação e Comunicação na Educação - TICEDU - pela Universidade Federal de Rio Grande - FURG (2014), Gestão Educacional pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM (2018). Mestre em Educação em Química pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU (2012). Doutor e Pós-Doutor em Educação em Ciências: química da vida e saúde pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS (2015). Atualmente é professor permanente no Departamento de Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e nos Programas de Pós-graduação em Educação em Ciências e em Matemática (PPGECM), no qual atuou como Vice-Coordenador (01/2022 - 08/2023) e Coordenador (09/2023 - 01/2026), e no Mestrado Profissional em Química em Rede Nacional (PROFQUI). Membro da Red de Posgrados en Educación en Latinoamérica (REDPEEL). Possui experiência na área de Química com ênfase em Química, trabalhando, principalmente, nos temas: formação docente, ensino-aprendizagem, TDIC, interdisciplinaridade e metodologias de ensino.

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Publicado

23.12.2025

Como Citar

Gasparini, F. S., Galeski, H. da R., Lima, V. F. de, & Bedin, E. (2025). RadioATIVIDADE: uma oficina pedagógica com simuladores e um problema eficaz para o ensino médio. Educação Química En Punto De Vista, 9(10), 293–307. https://doi.org/10.30705/eqpv.v9i10.5849