IA com intencionalidade pedagógica: percepções, limites e possibilidades na formação de professores de Química

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30705/eqpv.v9i10.5895

Resumo

Este artigo analisa a integração intencional da IA generativa na formação inicial de professores de Química, articulando o AI-TPACK, o Triângulo de Johnstone e o Tetraedro de Mahaffy. Em uma intervenção exploratória com licenciandos, o ChatGPT foi usado em atividades guiadas por prompts, planejamento de aulas e análise crítica de respostas, buscando compreender percepções, prós e contras de seu uso. A análise temática indica potencial para apoiar a autoria docente, ampliar repertórios e mediar diferentes níveis de representação química, ao mesmo tempo, em que evidencia riscos de dependência, superficialidade, vieses e questões éticas. Argumenta-se que a IA, quando curada pelo professor e orientada por intencionalidade pedagógica, favorece reflexão, planejamento e avaliação formativa, sem substituir os processos cognitivos dos estudantes. O estudo apresenta ainda o modelo C.A.R.D.S. para a elaboração de prompts reflexivos no ensino de Química.

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Biografia do Autor

Maria das Graças Cleophas, Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA)

Bacharel em Química Industrial, Licenciada em Química e mestre em Físico-química pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Doutora em Ensino das Ciências (com ênfase no ensino de Química) pela UFRPE. Atualmente é Professora Adjunta da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA) e faz parte do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e em Matemática (PPGECM) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e do Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Energia e Sustentabilidade - PPGIES (UNILA). Possui experiência com o ensino de Química, atuando principalmente nas seguintes linhas de pesquisa: Divulgação Científica; Construção de estratégias e materiais lúdico-didáticos para formação de professores de Ciências; Metodologias ativas no processo de ensino e aprendizagem das ciências naturais; Tecnologias emergentes  no ensino de Ciências; Didatização Lúdica; Uso de m-learning como estratégia de ensino da Química; Formação de Professores de Ciências e Estratégias Metacognitivas. É Membro da Rede Latino-Americana de Pesquisa em Educação Química (ReLAPEQ), editora da Revista Educação Química en Punto de Vista (EQPV) e Revista Eletrônica Ludus Scientiae (RELuS). E lidera o Núcleo de Desenvolvimento de Pesquisas em Ensino de Química (NuDPEQ)

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Publicado

23.12.2025

Como Citar

Cleophas, M. das G. (2025). IA com intencionalidade pedagógica: percepções, limites e possibilidades na formação de professores de Química. Educação Química En Punto De Vista, 9(10), 446–475. https://doi.org/10.30705/eqpv.v9i10.5895