A formação docente em Química e os paradoxos da atuação profissional

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30705/eqpv.v4i2.2638

Resumo

O presente estudo realiza uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, que se preocupa em apontar alguns aspectos que atravessam o campo da formação do professor, bem como alguns passos e descompassos da atuação do docente em Química que atua na contemporaneidade. Quem escolhe ser professor, enfrenta alguns desses desafios: a) processos seletivos para acesso ao mercado de trabalho, os quais, muitas vezes colocam o licenciado em situação de desvantagem, assim como a concorrência com bacharéis e químicos industriais, que, inclusive, podem atuar na carreira docente/pedagógica com a aquisição de uma formação pedagógica, como é o caso dos Programas Especiais de Formação de Professores; b) Exigência de experiência docente, o que por vezes fica inviável quando se dedica à Pós-graduação e, quando bolsista de demanda social, não pode exercer atividade remunerada fora da instituição. Essas disparidades que atravessam o acesso do professor de Química ao mercado de trabalho, por vezes, é causa para a desmotivação e o mal-estar do docente, bem como de uma docência deficitária, que leva mais em conta o número de produções acadêmicas e suas classificações, em detrimento de um trabalho pedagógico que reverbere positivamente tanto na vida do estudante, quanto da vida do professor. Fato que, torna o desenvolvimento desse trabalho um importante fazer para pensar e tensionar a docência em Química no presente. 

Biografia do Autor

Fernanda Monteiro Rigue, Universidade Federal de Santa Maria

Possui graduação em Química Licenciatura Plena pelo Instituto Federal Farroupilha - Campus São Vicente do Sul (2015) e Mestrado e Doutorado em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Tem experiência em programas de Iniciação à Docência como Bolsista/Pesquisadora no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID - Capes) (2011/2014) e, como Bolsista no Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Tecnologia e Inovação (PIBITI), fomentado pelo CNPQ (2014/2015). Atuou como pesquisadora voluntária no Laboratório Interdisciplinar de Formação de Professores (LIFE), fomentado pela CAPES e, no Projeto de Extensão intitulado Conteúdos Didáticos para M-Learning no IF Farroupilha - SVS. Atuação na área de Educação, Formação Inicial de professores, Ensino de Ciências e Química e Genealogia. Pesquisadora do GPKosmos - Grupo de Pesquisas sobre Educação na Cultura Digital e Redes de Formação, por meio do Projeto Inovar da UFSM, RS.

Débora Farina Gonçalves, Universidade Federal de Santa Maria

Licenciada em Química pelo Instituto Federal Farroupilha Campus São Vicente do Sul (2015). Mestre em Bioquímica Toxicológica pela Universidade Federal de Santa Maria (2017). Participou do programa institucional de bolsas de iniciação à docência (PIBID-CAPES) com o subprojeto: Redimensionando a Formação de professores de Química (2011/2014). Participou do programa institucional de bolsas de iniciação à tecnologia e inovação (PIBITI-CNPq), com projeto voltado à área de química analítica (2014/2015). Atualmente é doutoranda do programa de pós graduação em ciências biológicas: Bioquímica Toxicológica da Universidade Federal de Santa Maria. Participa de projetos relacionados à disfunção mitocondrial, metabolismo energético, hepatotoxicidade e neurotoxicidade, além de avaliação antioxidante de organocalcogênios e compostos triazólicos.

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Publicado

2020-12-31

Edição

Seção

Puntos de Vista