Sherlock Holmes e a química: análise e utilização de filmes de ficção no ensino de química

Autores

DOI:

https://doi.org/10.30691/relus.v1i1.744

Resumo

Os filmes de curta e longa-metragem são apontados como recurso importante para o ensino de ciências. São consideradas obras de ficção cientifica os objetos de entretenimento que lidam principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginária, sobre a sociedade ou indivíduos. Esse trabalho teve como objetivo analisar cenas do filme Sherlock Holmes a partir do plano conceitual-fenomenológico para, a partir disso, executar uma oficina didática com base neste filme para alunos do Ensino Médio de Química. A análise nos mostrou 13 objetos ficcionais com elementos linguísticos. Com base nisso, selecionamos seis cenas do filme para uma discussão na oficina, de forma a avaliar a percepção da Química no filme por parte dos alunos. Observamos que, no início, os alunos tiveram dificuldades em perceber elementos de Química nas cenas, fazendo com que eles apontassem apenas conceitos básicos. No decorrer da oficina notamos que os alunos começaram a perceber mais a Química nas cenas, chegando a extrapolar o enredo do filme e relacionando os conteúdos com outras situações e contextos.

Biografia do Autor

Gustavo Silva de Amorim, Universidade Federal Rural de Pernambuco

Discente do curso de Licenciatura em Química da Universidade Federal Rural de Pernambuco - Unidade Acadêmica de Serra Talhada

João Roberto Ratis Tenório da Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Professor da áres de Ensino de Química do Núcleo de Formação Docente, no Centro Acadêmico do Agreste - Universidade Federal de Pernambuco.

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Publicado

2017-08-28

Edição

Seção

Artigos Científicos de Pesquisa