Ir para o menu de navegação principal Ir para o conteúdo principal Ir para o rodapé

Dossiê

v. 2 n. 5 (2020): Trabalho e Trabalhadorxs na América Latina

“UM AGRAVAMENTO MUITO FORTE DA TAXA DE EXPLORAÇÃO”: REESTRUTURAÇÃO PRODUTIVA E ESTRANHAMENTO EM TEMPOS DE CAPITALISMO FINANCEIRO

Enviado
March 31, 2020
Publicado
2020-10-10

Resumo

Compreende-se que o declínio do binômio taylorismo/fordismo possibilitou a emergência de uma nova fase do capitalismo, presidido pela lógica e pelos imperativos da valorização financeira. Em vista disso, procurou-se neste artigo estabelecer uma reflexão acerca do processo de reestruturação produtiva operado pela lógica do capital financeira, em uma relação direta com uma importante chave conceitual do pensamento marxiano: o Estranhamento (Entfremdung), com a finalidade de apresentar que a sociabilidade capitalista contemporânea é caracterizada pela intensificação da precarização do trabalho e, via de consequência, do estranhamento do trabalho, ampliando as formas de fetichismo que contribuem para distanciar a subjetividade do exercício de uma cotidianidade autêntica.

Referências

  1. ALVES, G. (2013). Dimensões da precarização do trabalho: ensaios de sociologia do trabalho. Canal 6: Bauru.
  2. ____. (2007). Dimensões da reestruturação produtiva: ensaios de sociologia do trabalho. 2. ed. Canal 6: Bauro
  3. ANTUNES, R. (2009). Os sentidos do Trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 2. ed. Boitempo: São Paulo.
  4. ____. (2006a). A era da informatização e a época da informalização: riqueza e miséria do trabalho no Brasil. In: __ (Org.). Riqueza e miséria no Brasil. Boitempo: São Paulo, p. 15-26.
  5. ____. (2006b). Adeus ao trabalho?: Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 11. ed. São Paulo: Cortez; Campinas, SP.
  6. ____. A subjetividade operária, as reificações inocentes e as reificações estranhadas. In: O privilégio da servidão: o novo proletariado de serviços na era digital. São Paulo: Boitempo, 2018.
  7. BAUMAN, Z. (2005). Vidas desperdiçadas. Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Jorge Zahar: Rio de Janeiro.
  8. BOLSTANSKI, L.; CHIAPELLO, E. (2009). O novo espírito do capitalismo. Martins Fontes: São Paulo.
  9. CARDOSO, L. A. (2011). A categoria trabalho no capitalismo contemporâneo. Revista Tempo Social, v. 23, n. 2, São Paulo, p. 265-295
  10. CHESNAIS, F. (1996). A mundialização do capital. Xamã: São Paulo.
  11. _____. (2005). A finança mundializada: raízes sociais e políticas, configuração, consequências. Boitempo: São Paulo.
  12. DUMÉNIL, G.; LÉVY, D. (2011). The crisis of neoliberalism. Harvard Press University: New York.
  13. HARVEY, D. (2008). A transformação político-econômica do capitalismo do final do século XX. In: __. Condição pós-moderna: uma pesquisa sobre as origens da mudança cultural. Loyola: São Paulo, p. 115-184.
  14. JAMESON, F. (1996). Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. Ática: São Paulo.
  15. LUKÁCS, G. (2012). Para uma ontologia do ser social I. Tradução de Carlos Nelson Coutinho, Mario Duayer e Nélio Schneider. Boitempo: São Paulo.
  16. ____. (2013). Para uma ontologia do ser social II. Tradução de Nélio Schneider. Boitempo: São Paulo.
  17. MARX, K. (2004). Manuscritos econômico-filosóficos. Tradução de Jesus Ranieri. Boitempo: São Paulo.
  18. ____. (1994). O Capital. Livro l, vol.1. Civilização Brasileira: São Paulo.
  19. PAULANI, L. 2008. Investimento e servidão financeira: o Brasil do último quarto de século. In: ____. Brasil Delivery: servidão financeira e estado de emergência econômico. Boitempo: São Paulo, p.73-104.
  20. RANIERI, J. J. (2001). A câmara escura: alienação e estranhamento em Marx. Boitempo: São Paulo.
  21. ŽIŽEK, S. (2011). Primeiro como tragédia, depois como farsa. Tradução de Maria Beatriz de Medina. Boitempo: São Paulo.
  22. ____. (2012). Da dominação à exploração e à revolta. In:__. O ano em que sonhamos perigosamente. Boitempo: São Paulo p. 16-34.