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  • Chamada número 5 da Revista Frontería – Quantos mares cabem no Mar Paraguayo?

    2022-05-18

     

    Submissões: até 31/07/2022

    Publicação: até 31/12/2022

    Quantos mares cabem no Mar Paraguayo?

    Em 2022, completam-se trinta anos da publicação de Mar Paraguayo de Wilson Bueno, obra “acontecimento” como invoca Néstor Perlongher já que consegue construir um “lugar no qual ficará para sempre”. O lugar construído pelo livro, se é possível demarcá-lo, se estabelece por continuuns naturais que podem ser observados entre as culturas brasileiras e paraguaias ou entre a oralidade e a escrita, ou ainda entre a prosa e a poesia, ou seja, entre elementos comumente entendidos como díspares. Se o Paraguai metaforicamente é pensado pelos seus próprios críticos e escritores como uma ilha rodeada de terra, no livro de Bueno ele qualifica um mar e assim designa um movimento incessante e persistente de aproximação a este país, movimento que se espalha por outras obras do autor. Como um mar, o livro carrega consigo múltiplos autores, como Paulo Leminski, Jorge Canese, Douglas Diegues, Joca Reiners Terron, Ricardo Corona, ou o já citado Néstor Perlongher, assim como múltiplas leituras: já foi lido sob o signo da “estética neobarroca”; como lugar de acolhimento desta “língua menor”, o portunhol; ou como obra “translíngue”, entre outras abordagens. Em seus trinta anos, lançamos estas perguntas para voltar a pensar esta obra: o que a mantém em cena? Que outros autores continuam a dar movimento ao mar paraguayo? Como está sendo lida? De que modo ainda intervém nesta chamada “literatura latino-americana”? Que redes se estabelecem a partir dela? Que relações promove entre Brasil e Paraguai? Enfim, esta chamada comemorativa quer propiciar uma homenagem a esta obra paradigmática mantendo viva sua discussão.

    Organização:

    Débora Cota (UNILA)

    Rita Lenira Bitencourt (UFRGS)

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  • Nova chamada: Formas e efeitos da violência na literatura e no cinema latino-americano

    2021-02-17

    A sonoridade dos conflitos humanos, sem dúvida fazem parte do século XX e XXI, seja por conta das guerras mundiais, seja pelas lutas de libertação, seja pela necessidade de construir estados democráticos ou questionar o autoritarismo dos estados de direito. A produção literária e o cinema possuem papel determinante tanto na política de memória, quanto no confronto contra essa mesma memória. Debater a violência, em meio a exceção ganha importância, pois não há conflito sem violência. E precisamos refletir sobre a forma e o efeito da violência para com as sociedades que produzem e sofrem com ela. Pensando nisso propomos o seguinte dossiê: “Formas e efeitos da violência na literatura e no cinema latino-americano”. Uma oportunidade de receber textos que reverberem em suas páginas as tintas de uma intensa preocupação com os efeitos, nada estéticos, dessa violência na América Latina. Serão igualmente muito bem-vindos estudos que proponham novos conceitos ou categorias e/ou que procurem debater questões epistemológicas e abordagens teórico-metodológicas relacionadas às representações das diferentes formas de violência na América Latina.

    Organizam o dossiê:

    Alberto Del Castillo Troncoso (Instituto Mora - México)

    adelcastillo@institutomora.edu.mx

    Carlos Augusto Nascimento Sarmento-Pantoja (Universidade Federal do Pará - UFPA- Brasil)

    augustos@ufpa.br

    Carlos Henrique Lopes de Almeida (Universidade Federal da Integração Latino-Americana - UNILA - Brasil)

    carlos.almeida@unila.edu.br

     

    Prazo de submissão: até 31/07/2021

    Publicação: segundo semestre de 2021

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